COP30: O Último Chamado Para A Saúde Do Planeta
A transformação climática está avançando a passos largos, e os sinais são claros: não podemos mais ignorá-los. O aquecimento global nos apresenta uma verdade nua e crua sobre a fragilidade de nosso ambiente e suas consequências na saúde da população. Às vésperas da COP30, que terá início nesta segunda-feira, 10, a hora de agir é agora.
O Impacto Mortal das Mudanças Climáticas
As mudanças climáticas já não são um problema que veremos amanhã; elas se manifestam de forma alarmante em nosso cotidiano, impactando diretamente a vida e a saúde das pessoas. Fenômenos como secas e enchentes estão forçando milhões a deixarem suas casas, alterando o cenário social e econômico, e trazendo à tona uma verdade chocante: a saúde pública está atrelada à saúde do nosso planeta.
Um Panorama de Desespero:
- Em 2024, as inundações devastaram o Rio Grande do Sul, atingindo 90% das cidades e impactando mais de 2 milhões de pessoas.
- O Brasil vivenciou uma explosão de desastres climáticos, com um aumento de 250% entre 2020 e 2023, afetando 92% dos municípios.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta até 250 mil mortes adicionais por ano entre 2030 e 2050, caso nada mude. As causas? Desnutrição, malária, diarreia e estresse térmico.
A situação expõe uma crise não apenas ecológica, mas também social e de saúde pública. Estamos à beira do abismo e não podemos nos permitir ficar parados.
A População Vulnerável
Atualmente, mais de 3 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial, vivem em situação de vulnerabilidade climática. Essa é nossa triste realidade, e a COP30 em Belém deve ser a plataforma para um verdadeiro reconhecimento dessa crise. As mudanças já são palpáveis e demandam uma resposta coordenada e urgentemente necessária.
Desafios e Ações Necessárias
- Desastres em Crescimento: Aumento de desastres naturais no Brasil – especificamente secas e enchentes.
- Salários em Declínio: A crise climática também afeta a economia, sinalizando uma luta pela sobrevivência.
- Colapso da Saúde: As consequências das alterações climáticas são uma tragédia iminente que deve ser discutida em níveis mais profundos.
COP30: Uma Luz no Fim do Túnel
A COP30 oferece uma janela de oportunidade única para discutir essa intersecção crítica entre saúde e ambiente. Dentre os pontos centrais a serem abordados, destaca-se o Plano de Ação em Saúde de Belém, que busca construir sistemas de saúde mais resilientes e adaptáveis às mudanças climáticas.
Iniciativas em Foco
- Vigilância em Saúde: Fortalecer a capacidade de resposta a epidemias.
- Inovação Tecnológica: Buscar novas soluções para problemas antigos, reforçando a pesquisa e o desenvolvimento.
- Políticas Multissetoriais: Envolver diferentes setores para agir de forma integrada.
Por exemplo, o Hospital Moinhos de Vento tem se destacado com o projeto “Recomeçar”, que busca integrar cuidados de saúde mental em cenários climáticos adversos, num esforço conjunto que deve ser discutido na conferência.
O Papel do Setor da Saúde
Contrariando a ideia de que o setor de saúde é apenas um remédio para os problemas, ele também deve ser parte da solução. Atualmente, esse setor é responsável por cerca de 5% das emissões de gases de efeito estufa. Portanto, é essencial repensar suas práticas.
Mudanças Eficazes:
- Energia Renovável: A transição para uma matriz energética 100% limpa.
- Gerenciamento de Resíduos: Reciclagem efetiva e reaproveitamento de materiais.
- Eficiência Energética: Estruturas mais eficientes, com redução de consumo de água e energia.
A busca pela sustentabilidade no setor de saúde é uma necessidade que não pode ser ignorada, mas que requer a mobilização conjunta de governo, instituições e sociedade.
Conclusão: De Crise à Oportunidade
Estamos em um ponto crítico onde as tragédias climáticas já não são apenas questões de natureza; são interligadas às nossas vidas, à saúde pública e ao futuro da humanidade. A COP30 é o palco perfeito para que a saúde seja colocada em primeiro plano nas discussões sobre mudanças climáticas.
É necessário um reconhecimento coletivo e um engajamento verdadeiro nesse processo. É hora de transformar a dor em aprendizado, a urgência em ação e a crise em uma oportunidade de promover um futuro mais sustentável. Somente assim garantiremos que a saúde das pessoas seja efetivamente resguardada e que o cuidado da natureza e da nossa saúde caminhem juntos, como uma só missão.



















