A agência reguladora de saúde dos EUA impõe novas e importantes restrições. A FDA limita o uso de suplementos de flúor ingeríveis para crianças. Esta medida afeta tabletes, pastilhas e gotas vendidas sob prescrição médica. Além disso, a agência cita riscos à saúde e benefícios limitados no combate à cárie.
Alvos da restrição
A restrição atinge produtos vendidos para crianças sem a devida aprovação do FDA.
O uso é limitado para crianças com idade inferior a três anos de idade.
Foco em baixo risco de cárie
A agência também desaconselha o uso em crianças mais velhas com baixo risco de cárie.
A FDA notificou oficialmente quatro empresas que comercializam esses produtos.
Ação baseada em evidências
A decisão resulta de uma revisão científica de riscos potenciais.
Portanto, a agência busca alinhar a prática médica com novas evidências.
O comissário Marty Makary reforçou a necessidade de cautela. Ele disse que existem “maneiras melhores de proteger os dentes das crianças”.
Riscos emergentes e preocupações da FDA
O flúor é essencial para dentes fortes, mas o excesso, contudo, é prejudicial. A nova revisão aponta para preocupações além da conhecida fluorose dentária. Em suma, a FDA quer proteger as crianças de efeitos indesejados e pouco estudados.
Alteração do microbioma intestinal
O flúor ingerido pode alterar o equilíbrio do microbioma intestinal.
Isto é uma grande preocupação, dado o papel central do intestino na saúde.
Potenciais impactos cognitivos
Estudos preliminares sugerem possíveis impactos na função cognitiva.
Embora sob investigação, esse risco reforça a necessidade de maior cautela.
Fluorose dentária: o risco conhecido
O consumo excessivo de flúor pode causar fluorose dentária visível.
Essa condição provoca manchas brancas no esmalte dos dentes em desenvolvimento.
Problemas estéticos e estruturais
A fluorose é, em geral, um problema estético, mas pode ser grave.
Em situações mais sérias, causa fragilidade e desgaste da estrutura dentária.
A FDA reforça que a ingestão desnecessária de flúor pode trazer efeitos adversos.
A orientação para pais e profissionais
A restrição visa proteger crianças pequenas de substâncias ingeríveis sem comprovação científica robusta. Anteriormente, os suplementos eram indicados para crianças em áreas com pouca fluoretação na água. Agora, contudo, o uso deve ser severamente limitado.
Foco em casos específicos
A FDA recomenda limitar o uso de suplementos a situações muito específicas.
Os riscos atuais superam os benefícios em grande parte da população infantil.
O que não foi afetado
A agência não alterou as regras para produtos de uso tópico.
Cremes dentais e enxaguantes bucais não foram afetados pela restrição.
Tratamentos em consultório
Da mesma forma, tratamentos com flúor realizados em consultórios odontológicos continuam permitidos.
O foco é apenas na ingestão não aprovada de flúor.
Flúor na água: o padrão de segurança
A concentração ideal de flúor na água potável é segura e eficaz.
No Brasil, por exemplo, a OMS sugere uma concentração entre $0,6 \text{ e } 0,8 \text{ mg/L}$.
Novas práticas de prevenção
A orientação é promover práticas de prevenção mais seguras e baseadas em evidências.
Portanto, a escovação regular e dieta controlada continuam sendo a prioridade.
Impacto da decisão e o debate global
A medida da FDA reacende o debate sobre o flúor e a saúde pública. A comunidade odontológica tem visões diferentes sobre a eficácia dos suplementos. Não obstante, a segurança infantil é a principal preocupação regulatória.
O futuro dos suplementos prescritos
A restrição sugere que muitos produtos serão retirados do mercado americano.
Isso força dentistas a reavaliar a forma como prescrevem prevenção de cáries.
Necessidade de mais pesquisa
Os efeitos sobre o microbioma intestinal e a cognição exigem mais estudo.
A agência age preventivamente, mesmo com as preocupações ainda sendo investigadas.
Alerta para o uso racional
A lição principal é a necessidade de usar o flúor de forma racional.
O excesso, mesmo de algo benéfico, pode se tornar prejudicial à saúde geral.
Comunicação aos profissionais
A FDA divulgou comunicados aos profissionais de saúde dos EUA.
O objetivo é dar orientações claras sobre o uso cauteloso destas substâncias.
Alternativas seguras para a saúde oral
A melhor prevenção de cáries depende de hábitos saudáveis e acompanhamento profissional. Os pais devem focar em práticas diárias que comprovadamente protegem os dentes.
Higiene oral diária e consistente
A escovação com creme dental fluoretado é a base da prevenção.
O uso de fio dental também é crucial para a saúde das gengivas e dentes.
Controle da ingestão de açúcar
Reduzir o consumo de alimentos e bebidas açucaradas diminui o risco de cáries.
A dieta tem um papel mais importante que a suplementação desnecessária.
Visitas regulares ao dentista
O dentista pode avaliar o risco de cárie de cada criança individualmente.
Somente o profissional deve recomendar tratamentos ou suplementos, se for o caso.
A prioridade é proteger a saúde geral da criança, começando pelo intestino.


















